Verbo transitivo indireto, bitransitivo, intransitivo e muito mais!
Tornei-me mãe!
Depois de seis longos anos de tentativas, aconteceu.
O tão esperado dia chegou durante a noite, numa madrugada, muito antes do previsto, longe de casa, junto às águas doces e caudalosas do Rio Itapicuru. Mas essa é outra história, uma história de correria, travessias de barco, de canoa e muito chão.
Tornei-me mãe!
E o que foi despertado em mim não tem explicação.
Sentimentos intensos e impossíveis de mensurar.
Sentimentos ocultos e muitas vezes culposos.
Sentimentos que beiravam o desespero, onde o medo e a dúvida se instalavam frequentemente.
Sentimentos antagônicos, pois todos eles, aparentemente sombrios, estavam embalados em muito amor. O maior amor do mundo.
Acredito que todas as mães sentem essa mistura de amor e medo…
O medo de não saber ser mãe.
O medo de não saber fazer a “coisa certa” para o filho.
O medo de errar.
Então, percebemos que esse medo vai se diluindo nos sorrisos, nos olhares, nos abraços e nas conquistas.
Sentimentos belos e plenos que me recuso a não desfrutar.
Às vezes eu me pergunto: depois que você crescer e correr para abraçar o mundo, como será a distância?
Então eu volto correndo para o agora e me ponho a sentir os instantes de uma existência que me preenche o coração com calor e alegria.
Para ti, minha filha, apenas posso dizer: seja feliz e, nos momentos de incerteza, olhe nos meus olhos e verá, refletidos neles, a sua luz.
Publicado em 10/05/2020, na @temposcronicos.
Imagem: Sem referência.











