Américo Paim
Ainda que serena
que sua boca não se abra
ou as dores não me chorem
ou as marcas não sejam tatuagens
sempre terei seus olhos
ainda que banal
vagar seus labirintos
e lamber memórias do oceano
nas tardes que nunca se acabam
sempre terei seus olhos
ainda que frágil
nas irreais fotografias
ou mentida em frases tolas
ou se esvaindo em versos inúteis
sempre terei seus olhos











